05/06/2020



Dando continuidade à série “Petros responde”, iniciativa para fortalecer nosso compromisso com a transparência, o tema da vez é “Impacto do coronavírus nos investimentos”. O assunto foi um dos mais recorrentes nas perguntas enviadas pelos participantes durante a live realizada em 20/5 com o presidente Bruno Dias, acompanhado do diretor de Investimentos, Alexandre Mathias, e do gerente executivo de Atuária, Akira Miki. Por isso, elencamos os principais questionamentos e explicações sobre este tema. Confira!

Como foi o impacto da crise provocada pelo coronavírus nos investimentos da Petros?


A parada na economia em função da pandemia do novo coronavírus provocou fortes quedas nos mercados globais. O índice Ibovespa, principal referência do mercado, teve o pior trimestre da história, entre janeiro e março. Este cenário impactou todos os investidores do mundo. Na Petros, os resultados acumulados dos planos no primeiro trimestre refletiram este movimento, levando à queda da rentabilidade. Mas, com os movimentos realizados entre março e abril na gestão das carteiras, já houve uma recuperação nos preços dos ativos, com rentabilidade consolidada de 3,52% em abril e de 2,48% em maio – proporcionando uma melhora significativa da rentabilidade dos planos, em torno de 5,5 pontos percentuais de crescimento no ano, em média.


Os ativos alocados em renda variável também começaram a apresentar melhora, com valorização de 10,80% em abril, superando o Ibovespa, que subiu 10,25%, e de 7,88% em maio, próximo ao patamar da Bolsa, que fechou com alta de 8,57%.


O que a Petros tem feito para proteger a carteira e recuperar perdas?


Desde o início da crise gerada pela pandemia do coronavírus, a Petros vem adotando uma postura cautelosa, a partir de mecanismos para reduzir os impactos dos efeitos sobre os ativos, protegendo os investimentos dos planos e, ao mesmo tempo, trabalhando de forma intensa para adaptar as carteiras às novas circunstâncias. Neste sentido, num primeiro momento, deslocamos recursos da renda variável para títulos públicos longos, com taxa de rentabilidade atrelada à inflação, aproveitando a abertura das taxas (elevação dos juros). Posteriormente, com a melhora do mercado, começamos a fazer um movimento parcial de recomposição da alocação em renda variável e também aumentamos a posição em NTN-Bs (Notas do Tesouro Nacional - série B) de longo prazo.


É importante esclarecer que a forte valorização dos investimentos da Petros em 2019 – com a maior rentabilidade em 12 anos, destaque entre os melhores resultados do país, tanto em relação a entidades de previdência abertas e fechadas quanto na comparação com bancos e gestoras independentes – ajudou a mitigar os impactos da crise.


O momento é desafiador, mas a Petros está trabalhando nas melhores alternativas de alocação para a carteira de investimentos e, ao mesmo tempo, atuando com segurança para proteger o patrimônio dos participantes. As estratégias de investimentos da Petros seguirão com foco no longo prazo, de acordo com os compromissos futuros dos planos de benefício.


Qual é o risco de impactar o pagamento de benefícios aos participantes?


A Petros tem plena capacidade financeira para honrar seus compromissos, independentemente do cenário adverso, e possui recursos líquidos suficientes para seguir cumprindo sua missão de pagar em dia os benefícios dos participantes, como tem feito ao longo dos seus quase 50 anos de história. A Petros trabalha com uma margem de segurança grande e não há qualquer problema de liquidez. Grande parte dos recursos está investido em ativos líquidos. Além disso, o grau de liquidez é monitorado a todo momento pelas equipes técnicas, de modo a garantir a capacidade financeira dos planos.


Por que a Petros investe em renda variável?


Os planos de benefícios precisam obter rentabilidade equivalente à meta atuarial nos seus planos. É a meta atuarial que prevê o rendimento necessário para que o plano possa fazer frente a seus compromissos atuais e futuros. Em um cenário econômico de juros baixos, a tendência é que a rentabilidade dos títulos de renda fixa fique abaixo das metas atuariais. Por isso, a necessidade de se investir também em renda variável. Neste contexto, as Políticas de Investimentos da Petros focam em ativos com rentabilidade esperada maior, porém respaldadas por uma gestão rigorosa no controle de riscos. Cabe destacar ainda a importância do segmento dentro da estratégia de diversificação dos investimentos.

É importante esclarecer também que, ao fim de 2019, quando foram elaboradas as Políticas de Investimentos vigentes, com o cenário de médio prazo que se desenhava naquele momento (juro baixo, inflação controlada e recuperação da atividade econômica), fazia-se necessário investir em Bolsa como uma das alternativas para compor o portfólio dos planos e, assim, alcançar a meta de rentabilidade. Naquela ocasião, não havia como prever a atual crise nem o forte e rápido impacto sobre os mercados financeiros globais e brasileiro. O ano de 2020 também começou muito promissor, tanto no Brasil como no exterior. Mas a pandemia do novo coronavírus, sem precedentes, alterou o cenário de forma significativa, e muito rapidamente, impactando o desempenho de todos os investidores.

Como ficam as perspectivas de resultados para 2020?


Investimentos de planos de previdência devem ser observados sob a ótica de longo prazo. Por isso, ainda é cedo para falar sobre a rentabilidade do fim do ano e o resultado dos planos. O que podemos afirmar é que estamos trabalhando dia e noite para proteger a carteira e também fazendo os ajustes necessários para prepará-la para uma retomada, aproveitando as oportunidades e buscando a rentabilidade dos ativos, perseguindo a meta atuarial. Além disso, é importante destacar que a Petros investe em maior proporção em títulos públicos federais emitidos pelo Brasil, que têm baixo risco de crédito, e possui ações sólidas de empresas importantes e consolidadas, com a robustez necessária para enfrentar momentos de turbulência na economia e se recuperar de crises.


A Petros está fortemente comprometida em proteger o patrimônio dos participantes, conduzindo uma gestão com total diligência e responsabilidade na administração dos recursos dos participantes.

 

Publicada em 04/06/2020

 

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