20/03/2020

A Petros encerrou 2019 acumulando o maior patrimônio de sua história, de quase R$ 108 bilhões, um crescimento de cerca de 19% em relação ao ano anterior (R$ 91 bilhões). A marca foi alcançada graças à rentabilidade dos investimentos (19,69%), a maior em 12 anos, considerando todos os planos administrados pela Fundação. Com este desempenho, o retorno líquido dos investimentos consolidados somou R$ 14,565 bilhões, mais que o dobro do resultado obtido em 2018 (R$ 6,025 bilhões).

Entre os destaques estão os títulos públicos, com retorno de R$ 8,449 bilhões, respondendo por mais da metade do rendimento, seguidos por fundos de investimento, com R$ 3,117 bilhões, e ações, com R$ 2,265 bilhões. Esses e outros resultados constam nas demonstrações contábeis referentes a 2019, aprovadas na quarta-feira (18/3/2020) pelo Conselho Deliberativo da Petros, instância máxima de governança da Fundação.

"Os números refletem a maturação das medidas que vêm sendo adotadas e o trabalho desenvolvido pelas equipes técnicas em prol de uma missão comum. Estamos trabalhando incansavelmente para construir o futuro da Petros e resgatar a credibilidade e a confiança da Fundação. Tenho certeza que a Petros sairá fortalecida e pronta para viver um novo momento em sua história", destaca o presidente da Petros, Bruno Dias.

Importante vitória para a Petros, o balanço também recebeu o aval do Conselho Fiscal depois de 16 anos consecutivos de pareceres contrários às demonstrações contábeis, o que demonstra o novo momento vivido pela Fundação e reflete os esforços empreendidos pela atual administração para o fortalecimento da governança da entidade, por meio de um trabalho técnico e pautado pelo compromisso com os participantes.

Além disso, a auditoria independente atestou, em seu parecer, a conformidade das demonstrações financeiras de 2019 em relação às normas contábeis, reforçando o compromisso da atual gestão com as melhores práticas de governança corporativa. Para saber mais, clique aqui.

PPSP-NR: resultado positivo no exercício pela 1ª vez após sete anos

O PPSP-NR teve resultado líquido dos investimentos de R$ 2,183 bilhões, montante bem superior ao registrado no ano anterior. Em relação ao passivo do plano, além do crescimento natural do montante necessário para cobrir todas as obrigações futuras - atualizadas anualmente pela meta atuarial - houve um aumento em função da redução da taxa de juros no encerramento do exercício. O corte - de 5,27% para 4,37% - foi necessário para adequar as taxas ao cenário econômico e, assim, reduzir o risco de novos déficits, proporcionando mais sustentabilidade no longo prazo.

Mesmo com a necessidade de ajuste na taxa de juros, o PPSP-NR apresentou o primeiro resultado positivo no exercício - de R$ 1,745 bilhão - depois de sete anos. Com isso, houve uma redução no equilíbrio técnico acumulado de 2018 para 2019, saindo de um resultado negativo de R$ 2,839 bilhões para R$ 1,093 bilhão.

É importante destacar que a situação financeira-atuarial apresentada tem caráter contábil, pois este montante deficitário já foi incorporado no Novo PED, proposta de reequilíbrio do plano, que abrange os déficits de 2015 e 2018 e contempla o resultado de 2019. Mas, como o Novo PED foi aprovado pelo Conselho Deliberativo em fevereiro deste ano, ou seja, após o encerramento do exercício de 2019, e ainda depende do aval da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest) e da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), o resultado completo alcançado com o trabalho de reestruturação só será refletido nas demonstrações financeiras de 2020.

Renda fixa sobe quatro vezes mais que o CDI e impulsiona resultado

No PPSP-NR, o destaque do ano foi a renda fixa, que avançou 23,94%, quatro vezes mais que o CDI (5,96%), referência para o segmento. A gestão ativa desta classe de ativos, que tem grande representatividade na carteira, especialmente os títulos atrelados à inflação, impulsionou o desempenho. A partir de um trabalho de alongamento dos prazos dos títulos públicos (NTNBs), houve uma valorização desses papéis, que se beneficiaram com a melhora da economia.

A avaliação ao longo de 2019 foi que o cenário de inflação benigna e de recuperação gradual da economia - juntamente com a implementação da agenda de reformas, em especial a da previdência - permitiria um movimento de redução das taxas de juros. Com esta perspectiva, a estratégia principal foi manter elevada a exposição a papéis de prazo mais longo indexados à inflação, decisão que se mostrou acertada. Inclusive, o rendimento dos títulos públicos destacou-se entre os ativos do plano, representando cerca de 65% do total no PPSP-NR (R$ 1,427 bilhão).

A renda variável também apresentou boa performance, com alta de 29,37%, ficando levemente inferior aos 31,58% do Ibovespa. A carteira de participações mobiliárias (carteira governança) impulsionou o resultado, subindo 27,56%. Já a carteira de curto e médio prazo (Fundos de Investimentos em Ações - FIAs e ações de giro) valorizou 20,85%, contribuindo para o resultado do segmento.

As operações com participantes (empréstimos) renderam 8,74%, enquanto o investimento imobiliário teve valorização de 7,01%. Por outro lado, os investimentos estruturados (FIPs) registraram queda de 17,15%.

PPSP-NR Pré-70

Originário da cisão do PPSP-NR, com data efetiva em 31 de dezembro de 2019, o plano está equilibrado. Para os participantes, a rentabilidade dos investimentos seguiu a do plano de origem.

Conselho aprova novo diretor Administrativo e Financeiro

O Conselho Deliberativo também aprovou o nome de Leonardo de Almeida Matos Moraes para a Diretoria Administrativa e Financeira, em substituição a Henrique Trinckquel. Para ser empossado na Petros, Leonardo Moraes ainda precisa ser habilitado pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc). Os demais integrantes da Diretoria Executiva foram reconduzidos aos cargos.

O novo diretor Administrativo e Financeiro da Petros é formado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), tem mestrado em Matemática pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) e é doutorando em Engenharia de Sistemas e Computação na UFRJ. Também possui certificação FRM (Financial Risk Manager).

Trabalhou na Petrobras nas áreas de Tecnologia da Informação e de Estratégia Corporativa, tendo participado da criação e estruturação da Gerência Executiva de Riscos da companhia. Leonardo tem ampla experiência em gestão e comandou as áreas de Riscos Estratégicos e Análises Quantitativas de Riscos da Petrobras. O novo diretor também teve passagem pela Eletrobrás na área de pesquisas para planejamento de médio prazo. Na Petros, atuou no Conselho Deliberativo em dois períodos (2017-2018 e 2019-2020), além de compor o Comitê de Investimentos de Assessoramento ao Conselho Deliberativo.

 

Fonte: PETROS

18/03/2020

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